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BrasilArte II

Música, teatro e danças representativas das cinco regiões do Brasil estiverem nesse caldeirão cultural que contém as principais expressões artísticas do país

O Festival BrasilArte reuniu, de 17 a 21 de agosto, grandes nomes da música, do teatro e da dança do Distrito Federal, em evento híbrido que teve apresentações presenciais no SESC Sílvio Barbato, no Setor Comercial Sul, e transmissões a partir do Youtube. O projeto, idealizado e desenvolvido por Ester Braga, da ABÈBÈ Produções, e Paula Melo, do Instituto Latinoamerica, mostra a riqueza cultural do DF, formada pelas variadas expressões artísticas trazidas por imigrantes de todas as regiões brasileiras.


A primeira atração do Festival foi o compositor, pesquisador e violeiro Cacai Nunes, que mostrou todas as potencialidades da viola na execução de ritmos variados. Pernambucano criado em Brasília, ele tem três álbuns gravados e já divulgou sua música em países da Europa, África, América do Norte e América do Sul. Desde 2010, tem o programa semanal Acervo Origens, onde compartilha, pela Rádio Nacional, os principais elementos de sua pesquisa musical.

A cantora paraense Emília Monteiro foi outra grande atração do Festival BrasilArte, levando músicas que trazem o ritmo da Região Norte do Brasil, como o Carimbó. Ela já se apresentou com Zeca Baleiro e Dona Onete, de quem gravou músicas no seu disco “Cheia de Graça”.

O show Bahia de Todos os Sambas, com Cely Curado e Kalinka Barroso, destaca o samba e as influências que recebe dos ritmos africanos e das cantigas de roda. Kalinka Barroso é cantora, musicista pelo Clube do Choro de Brasília desde 2007, e percussionista da Confraria Samba do Choro, com a qual se apresentou, em 2012, na Finlândia, Estônia, Letônia e Rússia e, desde 2015, segue também em carreira solo. A cantora Cely Curado interpreta diversos ritmos da MPB, é membro do Coral da UnB, já abriu show de estrelas nacionais no Teatro Nacional Cláudio Santoro, como o MPB4, e também fez apresentações no Brasil e em outros países


Também na programação o grupo de dança Jongo do Cerrado que divulga a história do jongo e sua simbologia como cultura de resistência durante a escravidão. O grupo, que é de estudos teóricos e de práticas, foi criado por Apoena Cunha, mineiro de Montes Claros que veio para Brasília recém-nascido. Ele é brincante autodidata, arte-educador e capoeirista e, além do Jongo do Cerrado, integra os grupos Samba do Formigueiro, Grupo de Capoeira, Semente do Jogo de Angola e Encantaria das Matas. O Festival também teve apresentação de dança com Luh Lemos (Hip Hop), Coração Gaúcho, Sensação Paraense e Tambores do Amanhecer.


Os grupos de teatro Mamulengo sem Fronteiras e Keijin do Acordeom fizeram espetáculos presenciais para estudantes da rede pública de ensino, que foram gravados e disponibilizados para o grande público através do Canal do Instituto Latinoamerica, no YouTube. O Mamulengo sem Fronteiras é coordenado por Walter Cedro, que há mais de 19 anos dá oficinas de mamulengo e teatro popular, já tendo participado de festivais importantes em países da Europa, da América do Sul e em diversos estados brasileiros.



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